Minha carta para alguém... quem seria? Eis a poesia do que rege meu corpo e alma... não saber de onde vem ou para onde vai. Incógnito sim, mas nem por isso musicado em canções caprichosas demais para descrever a arte da nossa existência... eu... você... o mundo, feito três andares de um prédio tão alto que sustenta o céu.
Queria mesmo era dizer que a rudeza das coisas da vida anda martelando as minhas noites. Como dormir enquanto o mundo respira e se modifica a cada instante? Como perder a transformação que muda o rumo de tudo, até mesmo do que sentimos? Conhece o sentir? Não? Pois prenda a respiração por mais tempo que lhe seja possível e depois ganhe o ar como prêmio. Algo transparente, como deveria ser o sentimento das pessoas.
Se desejo desenhar no meu rosto luas, sóis e estrelas é porque quero tudo o que é mistério no meu corpo. Não para despertar qualquer desejo enganado, mas para tranqüilizar a minha ansiedade que provoca o estremecer a cada passo em direção ao tempo. E se ainda tento alcançar o que parece impossível, pense bem, o que é possível nem sempre é realmente destinado a nós.
Esta minha carta nem vai em garrafa porque o mar pode afogar a minha coragem de falar sobre o agora. E não há nada que seja tão impulsivamente presente do que a coragem. Vê? Ela é exposta sem métrica, sem lógica, sem muita bagagem além do silêncio que antecede a minha decisão... gosto da crueza da coragem, ainda que nem sempre aprecie o seu resultado.
Antes de assinar meu nome nesta carta, bem, quero ofertar algo de mim para alguém qualquer que resolva ler minhas palavras amontoadas: antes de perder-se todo no desconhecido, tenha certeza de que o que conheceu está presente.



Olá, Maia!
ResponderExcluirAdoro essas garrafas contendo uma mensagem tão linda e que nasce no coração, lançadas assim, no oceano da vida.
Certamente, algum arguto marinheiro há de sentir-se nela.
Ótima semana para você!